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Diga olá ao FreeBSD

·3 mins

Olá, Bestie!

Bestie

Comecei o hobby de testar sistemas operacionais em algum momento entre 2006 e 2009. No entanto, como muitos de vocês, eu dependia apenas das redes sociais para registrar minhas experiências. Infelizmente, assim como a Biblioteca de Alexandria, o Orkut se perdeu — embora não necessariamente com a mesma relevância histórica.

Naquela época, experimentei um monte de distros Linux diferentes, incluindo uma brasileira chamada Kurumin Linux!

Também explorei alguns sistemas pouco convencionais, como BeOS, OpenSolaris, OpenDarwin e outros de que já não me lembro. O VirtualBox salvava a pátria quando faltava suporte de hardware — hardware não suportado é sempre a barreira definitiva —, mas, sempre que possível, eu testava os sistemas direto na minha máquina.

Lembro de passar horas baixando imagens e gravando CDs. Meu desktop era razoável, mas ainda assim lento e limitado, então uma instalação podia levar até uma hora, sem contar a configuração e as atualizações. Qualquer erro significava começar tudo do zero. Aliás, minha primeira experiência com o Debian veio de um CD que eu pedi pela internet e recebi algumas semanas depois. Não consigo expressar direito a mistura de emoções que eu sentia a cada tentativa: cansaço, alegria, frustração, realização, raiva, felicidade e até uma ansiedade de vez em quando.

Tudo isso é só para mostrar o quão desafiador podia ser, e o FreeBSD não era exceção. Consegui instalá-lo depois de algumas tentativas. Tudo precisava ser compilado localmente, inclusive o Java! Foi a única vez que tive a oportunidade de recompilar um kernel. O resultado foi um sistema operacional excepcionalmente rápido e leve. Usei-o por um tempo, mas as dificuldades nas atualizações de versão e a compatibilidade limitada com as tecnologias de navegador da época (por exemplo, Silverlight e Adobe Flash) acabaram me empurrando de volta para o Linux.

Em 2015, comprei meu primeiro notebook, e esse hobby parou de forma abrupta. Notebooks costumam vir com hardware feito sob medida para o software que vem instalado, às vezes até bloqueado. Depois de um tempo, simplesmente aceitei usar o Windows com o Subsistema Linux. Tudo funcionava como esperado, e aos poucos fui esquecendo a emoção de testar novos sistemas operacionais.

Meu velho companheiro sobreviveu quase 10 anos com apenas alguns upgrades — mais memória RAM e a troca do HD por um SSD —, mas ele já não funciona mais, ou talvez eu só não quisesse tentar consertá-lo. Na hora, desmontei-o para mostrar à minha filha como ele era por dentro. Era hora de seguir em frente.

Enquanto procurava um notebook novo, todas aquelas memórias voltaram com tudo. Decidi então comprar um hardware relativamente mais antigo (lançado em 2022), sem sistema operacional nem qualquer restrição de garantia. Eu queria liberdade.

Agora estamos em 2024, e o ecossistema do FreeBSD evoluiu para melhor. Ports e compilação ainda são necessários para coisas como certos drivers e conteúdo protegido por DRM (por exemplo, Netflix e Spotify), mas já não são o padrão nem a única opção disponível. Leva só 5 minutos para instalar o sistema operacional inteiro, seguidos de várias horas extras para configurar todos os aspectos possíveis — desde o ajuste do brilho da tela e a troca automática de saída de áudio quando o fone de ouvido é detectado, até a montagem automática de pendrives e a otimização da frequência da CPU.

O resultado é, mais uma vez, fantástico: um sistema operacional rápido, confiável e seguro.

Monitor do sistema

P.S.: Vou continuar este post com instruções de como instalar o FreeBSD 14.1 no meu hardware.

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