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Páran Quenya: Primeiro passo

·4 mins

Importante: Gostaria de deixar muito claro que toda e qualquer palavra, frase ou texto aqui descritos são de uso próprio e sem qualquer outra intenção além de lazer, ao bel-prazer do autor deste artigo. Não me responsabilizo por tradução e transcrição de texto para tatuagem ou outros fins de terceiros.

Este será o primeiro de possíveis muitos artigos sobre o Quenya, e gostaria que quem quer que esteja lendo esta página envie-me sugestões de como melhorar o material e assuntos que queira abordar. Seja muito bem-vindo e boa sorte nessa jornada.

Bom, vamos começar. Eu particularmente comecei a aprender Quenya por volta de 2004, se me lembro bem, pela tradução feita pelo Gabriel Brum do curso de Quenya criado pelo Helge Fauskanger. Não havia qualquer outro material em português e tive que me contentar. Hoje, a experiência, o conhecimento de outros idiomas, o acesso à internet e a posição geográfica me levam a patamares maiores, e é por isso que quero partilhar um pouco com quem possa se interessar pelo assunto.

Naturalmente, o meu primeiro passo foi buscar novamente fontes e fiquei surpreso com o que achei: muito material aberto e de uso público. Para simplificar a minha e a sua vida, vou listar logo abaixo as fontes em duas listas diferentes: Neo-quenya aplicado; e fontes primárias e secundárias.

Minha intenção agora é seguir algumas das fontes abaixo, possivelmente um misto entre Atanquesta, Tecendil e Eldamo, enquanto navego pelas fontes secundárias para achar alguma coisa interessante e, quem sabe, começar algum projeto enquanto aprendo Quenya.

Falando em projetos, eu poderia traduzir e revisar materiais publicados; algumas coisas estão claramente defasadas, como a tabela de verbos com declinações do Ambar Eldaron. Também poderia preparar um material mais didático. Por hora, fiquem com esta imagem intitulada: hröanya / meu corpo.

Meu corpo

A imagem foi parcialmente gerada por IA. A idéia, porém, foi inspirada por uma ilustração do Tom Loback, de 1988, que serviu de capa para a primeira publicação do Vinyar Tengwar. Eu deliberadamente reduzi o vocabulário apresentado nessa ilustração, e revisei palavras, ortografia e inflexões baseado no índice publicado no Eldamo.

Referências gramaticais, para quem gosta desse tipo de detalhe (aka sadomasoquista):

Neo-quenya aplicado e fontes terciárias #

Isso significa: material produzido por estudiosos e entusiastas a partir do estudo ou uso de fontes primárias e secundárias.

  • Ardalambion.net: De Helge Fauskanger, site dedicado aos idiomas tolkienianos; conta com o curso de Quenya supramencionado.
  • Fale Elfo você mesmo: Também de Helge Fauskanger, com ele em primeira pessoa ensinando Quenya no YouTube.
  • Atanquesta: De Tamas Ferencz, é um curso de Quenya publicado em 2018, com o intuito de ter um vocabulário mais simples voltado para o cotidiano; nada de rei, torre ou espada.
  • Eldamo: De Paul Strack, é um léxico dos idiomas construídos pelo Professor, com ênfase nos élficos.
  • Arquivo de Composições em Élfico: Arquivo organizado por Paul Strack, com composições próprias e traduções feitas por diversas pessoas para o Quenya e Sindarin.
  • Cartões para treinar vocabulário: De Paul Strack no Memrise, que implementa repetição espaçada para ajudar na memorização.
  • Tecendil: De Arno Gourdol, é um conversor/transcritor do alfabeto romano para o Tengwar. Também funciona como dicionário com integração direta ao Eldamo.
  • Ambar Eldaron: Grupo francês que oferece um curso de Quenya, além de tabelas de verbos e um livro sobre botânica élfica.
  • Mellonath Daeron: O braço linguístico da Sociedade Tolkien da Suécia (Forodrim), com diversos artigos.
  • Boktypografen: Esta página é dedicada aos sistemas de escrita derivados das obras de Tolkien, criada por Måns Björkman Berg, membro da Sociedade Tolkien Sueca.
  • Alcarin Tengwar: Uma fonte Tengwar de código aberto.
  • Free Tengwar Font Project: Um projeto de código aberto que disponibiliza diversas fontes de Tengwar para a comunidade.
  • Tengwar Ariador: Outro repositório para a fonte de acesso livre.
  • Elfdict: Um dos dicionários online para buscas rápidas de termos em Quenya.
  • QuenyaTTS: Um sintetizador de voz (Text-to-Speech) focado na pronúncia do Quenya.
  • Vinye Lambegormon: Servidor de Discord focado no aprendizado e prática de idiomas élficos.

Fontes primárias e secundárias #

  • Apêndices E e F de O Senhor dos Anéis: Onde Tolkien estabelece as bases da pronúncia, escrita (Tengwar) e a história das línguas.
  • The Road Goes Ever On: Um ciclo de canções que contém comentários linguísticos feitos pelo próprio Tolkien, especialmente sobre o poema Namárië.
  • Quettar: Fundado por Susan Rule, foi o boletim da Sociedade Linguística da Tolkien Society (Reino Unido).
  • The Elvish Linguistic Fellowship (E.L.F.): A E.L.F. é uma organização norte-americana dedicada ao estudo acadêmico das línguas inventadas de J.R.R. Tolkien. Sua principal atividade é realizada por meio de seus dois periódicos impressos, Vinyar Tengwar e Parma Eldalamberon, além de seu periódico online, Tengwestië.

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